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Limões,
freguesia do concelho de Ribeira de Pena, localiza-se entre encostas
e montanhas, distando cerca de quatro quilómetros da sua
sede concelhia. Composta pelos lugares de Macieira, Tojais, Cadaval,
Azevêda e Carvalhais, Limões confronta com as freguesias
de Cerva, Alvadia e Bilhó (pertencente ao concelho de Mondim
de Basto).
É provável que a estruturação deste
povoado se tenha iniciado no século XIII, no entanto as datas
inscritas nas padieiras de algumas portas referem-se apenas ao século
XVII e XVIII.
No ano de 1854, a freguesia de Limões foi incorporada no
concelho de Ribeira de Pena.
Em documentos mais antigos, o topónimo da freguesia surge
como “Limãos”, tendo duas origens possíveis:
uma prende-se com o significado da própria palavra, na altura,
limãos era uma terra pantanosa coberta de limos. Esta explicação
é plausível, uma vez que a zona é de muita
água. A outra possibilidade relaciona-se com a tradição
artesanal da povoação: “limãos”
seria as “lindas mãos” que executavam os belos
tecidos típicos deste local.
O orago desta bela freguesia é S. João Baptista,
cuja festa é celebrada, em Portugal, a 24 de Junho. Nasceu
numa cidade de Judá e veio a adquirir os epítetos
de “Baptista” e “Precursor”, devido à
importância que deu ao baptismo e também porque pregou
imediatamente antes de Cristo, anunciando-o.
No ano 15 do Imperador Tibério, iniciou as suas actividades
religiosas, pregando nas margens do rio Jordão. Conforme
contam os Evangelhos, João Baptista avisava o povo que estaria
próxima a chegada do Messias, insistindo na preparação
pela penitência para esta vinda. O seu ritual de imersão
na água funcionava como uma purificação corporal,
significando mudança interior de vida.
Na fortaleza de Maquerunte, foi degolado por ordem de Herodes Antipas.
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