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A freguesia de Limões conta com uma associação, como forma de preservar e divulgar a cultura local:

Cooperativa de Artesanato de Limões
Tel: 259479098
Esta colectividade tem como principal objectivo a divulgação e venda do artesanato local. As peças são feitas à base de linho e algodão, e são executadas por todas as artesãs da terra.

Na área da restauração, o turista poderá ficar a conhecer alguns dos petiscos da região no Café “O Cantinho”, de Sónia Marisa Machado Tavares. Este é também um dos locais eleitos pela população para se reunir e passar algum do seu tempo livre.

Café “O Cantinho”
Tel: 259479098

A freguesia de Limões encontra-se acessível através da Estrada Nacional 312, que liga Mondim de Basto a Cerva, ou pela Estrada de Vila Real, passando pelo Parque Natural do Alvão e por Lamas d’Olo. Limões localiza-se no limite do Parque.
A acolhedora freguesia de Limões é detentora de um valioso património natural e arquitectónico, do qual se destaca:

Conjunto Arquitectónico de Limões
O aglomerado estrutura-se ao longo da encosta, num traçado sinuoso e ondulante. Para além das habitações, destaca-se a Igreja, o cruzeiro, o cemitério e o lavadouro público. As habitações são tradicionalmente compostas pela casa, o logradouro, o palheiro e a corte, e são constituídos por dois pisos, sendo o inferior destinado à loja, e o superior destinado à habitação, acessível através de uma escada exterior.

Igreja de S. João Baptista

Cruzeiro

Relógio de Sol

Capela de Tojais

TRADIÇÕES
Limões é uma freguesia rica em tradições, que são conservadas e divulgadas, de geração em geração, pelos seus habitantes. Assim, ainda hoje são abundantes as crenças e as superstições. A medicina popular tinha também uma grande importância, pois, antigamente, devido à falta de médicos, recorria-se frequentemente às rezas. Nesta freguesia era costume “talhar o coxo”, “coser o pulso ou o pé” (feito apenas por mães de gémeos) e “talhar as estrugias” (para curar as dores de cabeça).

Talhar o Coxo

Eu te corto, coxo, coxão,
Sapo, sapão,
Aranha, aranhão
Rato, ratão
Toupeira, toupeirão,
Cobra, cobrão,

Eu te corto, para que não cresças
Nem dobres o rabo com a cabeça,
Eu te corto o coração.
Em louvor de Santa Maria,
Um Padre Nosso e uma Ave Maria.

As festas e romarias constituem uma forma de preservar e divulgar a cultura local. Assim, em Limões realizam-se diversas festas: Festa de S. João, realizada no fim-de-semana mais próximo do dia 24 de Junho; Festa de S. Sebastião, no dia 20 de Janeiro; e Festa de S. Tiago, em Macieira, no segundo Domingo de Agosto.
Para além destas romarias, os habitantes da freguesia contam com a realização da Feira Anual de S. João, no sábado da festa, com prémios de gado maronês e corrida de cavalos em passo travado.

No que concerne às danças e cantares, é habitual, em Limões, fazer o cantar dos Reis, nos dias 5 e 6 de Janeiro. Grupos de homens e mulheres, jovens e crianças, vão a cantar de porta em porta:

«Hoje é dia cinco,
amanhã é dia seis,
viemos dar Boas Festas
e também cantar os Reis».

Nesta região, os trajes típicos eram confeccionados com materiais que protegiam os homens e as mulheres do clima rigoroso que se faz sentir. Deste modo, era usada a croça, que consistia numa capa feita de juncos que é utilizada no Inverno como impermeável, e o burel, capa de lã de ovelha usada ainda hoje na zona de montanha (Macieira). Antigamente, todas as camisas dos homens eram feitas em linho ou tascos.

Outrora, os habitantes desta freguesia ocupavam os seus tempos livres praticando diversos jogos tradicionais, dos quais se destacam: a Malha, o Malhão, o Pião, o Botão, a Reca, a Chila e o Pau. Ainda hoje, alguns destes jogos são praticados com alguma frequência, como é o caso da Malha e do Malhão, que fazem parte dos programas festivos de S. João.

Jogo da Malha
A Malha deve jogar-se à distância oficial de vinte e cinco metros, as equipas são sorteadas quinze minutos antes do início do jogo e começa o jogo a equipa que tiver sido seleccionada em primeiro lugar. As equipas mudam de campo sempre que se iniciar uma nova partida. As segunda e terceira partidas são começadas pela equipa que perdeu a anterior. Cada jogo termina quando estão completas três partidas.
A pontuação distribui-se da seguinte forma: são contados seis pontos para cada derrube de pinoco; após quatro lançamentos, contam-se três pontos para a equipa que tiver a malha mais próxima do pinoco; de cada vez que se vencer uma partida contam-se três pontos.

Jogo do Malhão
Este jogo consiste no arremesso da pedra e deve ser praticado por homens musculados.

JOGO DO BOTÃO
O jogo do botão consiste em atirar um botão contra uma parede, através de um toque do polegar, estando o botão apoiado no dedo indicador. Geralmente este jogo é praticado por rapazes, em número variável, mas também pode ser jogado individualmente.
Se o botão jogado ficar no chão a um palmo ou mais do botão adversário, entretanto já lançado, ganha-o. O jogo não tem tempo limite e vencerá quem no final tiver mais botões ganhos.

Jogo do Pião
Este jogo era praticado essencialmente pelos rapazes. Depois de fazer um círculo no chão, os jogadores deitavam um pião a girar dentro desse círculo. Os outros participantes lançavam os seus piões, de modo a mandar o primeiro para fora do círculo e, deste modo, ficar com ele.

Jogo do Pau
Este jogo, oriundo de Trás-os-Montes, é muito antigo. É, no fundo, uma arte de combate usada inicialmente para resolver conflitos entre aldeias e readaptada depois com uma forma lúdica.

Jogo da Reca
Este jogo é praticado num terreno amplo, com um buraco ao centro, e é utilizada uma bola dura, denominada reca.
Os participantes terão que ter cada um o seu pau, que serão colocados noutros buracos mais pequenos, chamados nichos, que se fazem à volta do buraco central (desviado cerca de três metros).
Cada jogador, com o seu pau, tenta colocar a reca dentro do buraco central. Os outros tentam impedir, obrigando o guardador da reca a ir atrás dela. No entanto, ao bater na reca tem que ter cuidado, porque ao tirar o pau do nicho e se a pessoa que anda com a reca conseguir colocar o pau no nicho do colega, é este que passa a ir atrás da reca, significando uma perda para quem ficou sem o nicho.
Cada vez que a reca entra no buraco, inicia-se um novo jogo.

GASTRONOMIA
Limões tem uma excelente gastronomia, que certamente irá agradar a todos aqueles que a decidirem provar, destacando-se os pratos com carne maronesa, o Cabrito da Serra Assado ou Estufado e os Milhos.

ARTESANATO
O artesanato é uma das facetas mais interessantes e valiosas da cultura da freguesia de Limões. Os teares rústicos, alguns com mais de 200 anos, continuam a tecer os famosos “linhos rifados”.
As artesãs da povoação utilizam linho caseiro e algodão para, nos teares romanos de dupla teia, confeccionarem toalhas, colchas e os chamados “manteses”, bordados com relevo.
Estes artefactos podem ser encontrados a vender na Cooperativa de Artesanato de Limões, cujo telefone é o 259479098.

As crianças de Limões, ainda hoje, utilizam a sua imaginação para fazer os seus próprios brinquedos. Das pequenas, mas engenhosas, mãos das crianças nascem zinideiras, caneleiros, piões, arcos, estalotes, fisgas e andas.


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